Sonhos de infância.

Quem me dera voltar a ser criança. Inocente e crente que o amor era de livre acesso. Queria tanto ser grande para poder amar, como nas novelas, mas mal eu sabia que os adultos não amam.
O meu sorriso puro e aberto ao mundo sumiu, assim, do nada, quando a primeira facada foi espetada mas minhas costas. Fui inocente.
O meu brilho no olhar ao olhar o menino fugiu, assim, do nada, quando o primeiro soco partiu o meu coração. Fui inocente.
A minha alma congelou, assim, do nada, quando não fazia mais sentido dar a alma a quem não a tem.
Fui inocente e tão parva em ter deixado de ser a criança que outrora fui. O problema de hoje em dia é já não haverem crianças dentro dos adultos. Não haver tempo para ser inocente, para olhar nos olhos, para olhar o sorriso e amar desse jeito. Já não há mais tempo para rir, sorrir e sonhar. Não há tempo para ouvir os corações a falarem mais alto do que a razão. Preferimos a solidão no meio de tanta gente.
Dava a vida para poder voltar ao colo dos meus avós, brincar com as bonecas e sonhar por entre as estrelas, que um dia iria viver de mãos dadas com o amor e amar livremente. Sem muros nem fronteiras! Mas esse dia chegou, adulta prisioneira da vida, sem controlo de nada e sem sonhos de menina. Apenas saudade de quem partiu e do que nunca existiu.

Quem me der voltar à minha infância, onde eu queria ser grande,
mas uma criança grande, jamais adulta. - Ariana

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