Decisões a sós.
Decisões.
Toda a nossa vida é feita de cruzamentos onde temos que abrandar. Muitas vezes parar para podermos calar o coração e pensar com a razão. Quem falou em facilidade nunca decidiu nada na vida.
Começamos tão cedo a decidir, quem gostamos e para quem queremos sorrir. Se queremos cumprimentar ou não (os pais obrigarem não conta, mas deixa-me profundamente fora de mim), se queremos falar, chorar, dormir ou comer. Pequenas decisões que são apenas o inicio da longa jornada de decisões difíceis.
Quando chegamos à escola, à primeira classe, decidimos o aluno que queremos ser. O amigo que queremos ser e amigo de quem queremos ser. Às vezes é uma tarefa demasiado complicada para alguém tão pequeno sem conseguir distinguir na perfeição o bom do mau, o verdadeiro do falso. Mas eu já disse que quando falamos em decisões não podemos falar de facilidade em nenhuma parte deste texto.
Quando começamos a "fase do armário" (obrigada aos pais de todos os adolescentes pela incrível expressão utilizada) parece que os cruzamentos passam a ser portas trancadas e que vai sempre ser um caso de vida ou de morte. Jogo mortal. Calma, jovem (demasiados filmes nessa cabeça) ainda vais a meio da caminhada. Temos que decidir com que queremos criar laços, os amigos, os cursos, os amores e os desamores (às vezes dava jeito um maior leque de opções de escolha). Até nos testes temos opções de escolha múltipla. Irónico. Devias ter estado atento quando na pré-primária te ensinaram o pim-pam-pum, às vezes dá jeito outras vezes só dá cagada.
E cá está a idade adulta! Onde tudo vira do avesso, quando eu dizia para calarmos o coração e pensarmos com a razão, quando somos adultos temos que desligar um pouquinho da razão e ouvir o nosso coração. Não queremos opiniões, não queremos dedos na sopa, mas existem outras pessoas que nos rodeiam e de certo modo já dependem um bocadinho de nós.
Agora deixem-me sozinha, preciso de tomar uma decisão da minha inteira responsabilidade. Torna-se mais fácil quando tomamos decisões sozinhos, de nós para nós. Meio mundo puza para um lado, outro meio puxa para o outro lado e eu sei lá para ou onde quero ir. Dá para ir em frente?
Prometo que pondero a tua opinão mas quem decide sou eu. Posso? Obrigada!
Toda a nossa vida é feita de cruzamentos onde temos que abrandar. Muitas vezes parar para podermos calar o coração e pensar com a razão. Quem falou em facilidade nunca decidiu nada na vida.
Começamos tão cedo a decidir, quem gostamos e para quem queremos sorrir. Se queremos cumprimentar ou não (os pais obrigarem não conta, mas deixa-me profundamente fora de mim), se queremos falar, chorar, dormir ou comer. Pequenas decisões que são apenas o inicio da longa jornada de decisões difíceis.
Quando chegamos à escola, à primeira classe, decidimos o aluno que queremos ser. O amigo que queremos ser e amigo de quem queremos ser. Às vezes é uma tarefa demasiado complicada para alguém tão pequeno sem conseguir distinguir na perfeição o bom do mau, o verdadeiro do falso. Mas eu já disse que quando falamos em decisões não podemos falar de facilidade em nenhuma parte deste texto.
Quando começamos a "fase do armário" (obrigada aos pais de todos os adolescentes pela incrível expressão utilizada) parece que os cruzamentos passam a ser portas trancadas e que vai sempre ser um caso de vida ou de morte. Jogo mortal. Calma, jovem (demasiados filmes nessa cabeça) ainda vais a meio da caminhada. Temos que decidir com que queremos criar laços, os amigos, os cursos, os amores e os desamores (às vezes dava jeito um maior leque de opções de escolha). Até nos testes temos opções de escolha múltipla. Irónico. Devias ter estado atento quando na pré-primária te ensinaram o pim-pam-pum, às vezes dá jeito outras vezes só dá cagada.
E cá está a idade adulta! Onde tudo vira do avesso, quando eu dizia para calarmos o coração e pensarmos com a razão, quando somos adultos temos que desligar um pouquinho da razão e ouvir o nosso coração. Não queremos opiniões, não queremos dedos na sopa, mas existem outras pessoas que nos rodeiam e de certo modo já dependem um bocadinho de nós.
Agora deixem-me sozinha, preciso de tomar uma decisão da minha inteira responsabilidade. Torna-se mais fácil quando tomamos decisões sozinhos, de nós para nós. Meio mundo puza para um lado, outro meio puxa para o outro lado e eu sei lá para ou onde quero ir. Dá para ir em frente?
Prometo que pondero a tua opinão mas quem decide sou eu. Posso? Obrigada!
E já decidi. - Ariana


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