Cartas de papel.

Dia mundial dos correios.
Quem me dera ter nascido nesse tempo, das cartas. Cartas de amor, cartas de família, cartas de saudade. Quem me dera ter tido essa oportunidade, de escrever no joelho, lamber o selo e enviar em "pombas brancas". Quem me dera ter tido a oportunidade de esperar para te ler, de esperar para te ter, esperar para que fosses o meu escritor favorito. Quem me dera...ter escrito cartas das verdadeiras. Cartas puras, sem correções automáticas nem frases retiradas de lá sei onde. Cartas do coração para o correio. Que chegue a ti. "Não a percas!"
Lá vem a data de há não sei quantos dias atrás, antigamente era preciso esperar para ter, esperar para dar valor ao receber. Lá vem o texto, entre saudades e histórias para contar, "como vais?". Chega a despedida. Numa carta não cabe tudo o que te quero dizer, não cabem sentimentos, nem abraços. Nas cartas nao cabem sorrisos, mas cabe um "até ao teu regresso". E o que é uma carta sem gotas de lágrimas lacradas pelo papel, parecem carimbos de que foi verdade, de que esteve lá um coração, que esteve lá um sentimento perdido de saudade de ti.
Quem me dera ter nascido nesse tempo das cartas em papel, em envelope, com destinatário. De quem. Para quem. De mim. Para ti.
- leva o meu amor consigo, não o perca por favor, senhor.
E lá foi a carta. Aguarda, ela vai chegar e leva o meu perfume para te consolar. Quem me dera ser do tempo da carta onde se sentia a verdade , o perfume e a saudade num simples papel. - Ariana. 

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