Domingos d'outrora.

Dou por mim a divagar pelas minhas memórias com medo que elas se divaguem na realidade do quotidiano. Que se percam entre promessas por cumprir, feitas e desfeitas. Entre pessoas perdidas. Entre o passado e o presente. Entre a saudade e o medo, entre a lágrima de felicidade e tristeza.
Eu deito-me hoje deste modo. Mas não sei se é insônia ou o peso na consciência que não me deixam dormir. Sinto um peso em mim que me aperta o coração, que me encosta a uma parede apontando-me a espada. Desacredito na história que eu própria narrei. E vivi. Parecem mentira tantas coisas e eu confundo o sonho com a realidade. Procuro respostas em atitudes mas nenhuma é como ontem, como naquele tempo, que eu não me quero esquecer. Tenho saudades do que já não somos e tenho medo de deixar de acreditar que algum dia o fomos. Quando penso nisto só quero arrancar a sangue frio esta ideia que me assombra e me faz desistir do futuro. Não quero acreditar que nada foi verdade. Que foram dias, meses, anos perdidos neste buraco sem fundo que se chama: esquecimento. Tudo em vão. Domingos em vão. Domingos esses que não voltam, mas quem me dera que voltassem. Nao voltassem para trás, mas sim para a frente, para o amanhã. Eu era a menina. Hoje entreguei-te esse papel e quem me dera que os teus domingos soubessem ao que sabiam os meus.

Quem me dera que voltasse a ser Domingo.
O Domingo de outrora,
que teve fim sem avisar da hora. - Ariana.

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