Pessoa de pessoas.
Colocaram-me esta questão na cabeça, que parece tão simples mas que nos faz viajar para outras galáxias, questionar as nossas próprias origens e ir às profundezas do nosso ser. Divaguei um pouco no meio daquilo que sou e percebi que sou uma pessoa de pessoas, sem dúvidas disso.
Para mim roda a garrafa e não as pessoas. Muda a mesa e jamais as pessoas. Assim é que deve ser, pelo menos nos meus princípios como pessoa. Se forem as pessoas certas o lugar não importa, fazemos de um beco o lugar mais bonito do mundo e de uma praia deserta o lugar mais recheado de boas energias e sentimentos. Rode o mundo todo, vire tudo de pernas para o ar, viagem para o outro lado do mundo que nada vai mudar, enquanto as pessoas não se mudarem.
Há pessoas que mudam e outras que se mudam, são realidades bastante distintas que por vezes se confundem. Conheço pessoas que podem mudar de país, ir viver para outra galáxia que se continuarem as mesmas pessoas vão continuar a ter o mesmo de mim, porque são minhas, minhas pessoas. São pessoas que me alteram, acrescentam e me completam. Não no sentido possessivo mas no sentido demonstrativo, querem ver? E sorri.
Há outras pessoas que se mudam, se vão mudando ao longo do tempo. Deixam de ser aquelas pessoas que conhecemos e moldam-se a outros moldes que não os antigos. É nesse momento que por vezes amizades se rompem, outras se partem e algumas se fortalecem e tudo depende de tudo. Por vezes existem novos recomeços ou novos fins, as amizades também terminam quando cada pessoa segue para outras pessoas. É o ciclo de ser pessoa, saber que tudo tem um prazo de validade.
Vou mudar, mudar para uma cidade longe. Vamos todos um dia sofrer essa mudança, mas não me quero mudar.
- Pediram-me para falar daquela mesa
rodeada de amigos e eu falei de vocês.
Voltarei para os braços das minhas pessoas,
rodeada de amigos e eu falei de vocês.
Voltarei para os braços das minhas pessoas,
porque sou pessoa de pessoas.
Querem ver? - E sorri.

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