Viver à base do quase é morrer!

Ninguém merece viver no limiar da vida. No quase amor. No quase acordado. No quase vivo. Quando é quase nem é, nem deixa de ser, é uma incerteza que nos consome com perguntas sem respostas porque nem é tudo nem quase nada. 
É ter a casa inteira e só nos limitarmos a um canto. Ter uma vida inteira e estar constantemente preso a um momento. Àquele momento. 
Aquele momento que todos somos obrigados a passar ou foram momentos de perdas ou momentos de reviravoltas ou momentos que existem só para nos abanar. Uns abanam e caem outros abanam mas não caem. O mais importante da vida é nunca viver nesse abano constante ou não somos nada, nem ninguém além de um ser meio perdido meio encontrado. Meio caído, meio levantado. Como no circo aquele palhaço que anda de bicicleta sobre a corda por cima da nossa cabeça. 
É preciso sair da personagem, ser um expectador de nós mesmos, sentarmo-nos na plateia e chorar connosco mesmos, bater palmas com o maior orgulho do mundo, sorrir com lágrimas nos olhos mas principalmente olhar para nós mesmos. Deixar de ser palhaços. Deixar de nos rirmos de nós mesmos para nos rirmos connosco. 
Deixar a corda bamba por cima da nossa cabeça. Deixar a corda bamba enrolado no nosso pescoço. Deixar a corda bamba que nos prende os pés.Libertar o quase para viver e não ir vivendo para não morrer.


É como um copo sempre meio vazio, meio cheio, que nem mata a sede nem embebeda. - Ariana.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mais pessoas no mundo que amem pessoas.

Desafio-nos.

OBRIGADA 2017 ❤