Tive-te por garantido e perdi-te.

Como é que é possível eu deixar de te amar no meio de tantas coisas que tenho para fazer? Faz alguns dias que te foste embora e eu ainda não tive um minuto que fosse para perceber isso, nem chorar, nem deixar de te amar, quanto mais na vida te conseguir esquecer. Entre trabalhos que me consomem a réstia de sanidade mental que me deixaste, eu sei lá onde vou arranjar esse tempo. Eras o hábito mais bonito da minha vida e hoje procuro o dia em que te tornei meu e te perdi de vez. O que dia em que te foste embora, porque antes de ser já o era, eu sei. Nem vi, nem sei quantas noites me mentiste entre noites cansadas que eu passava em casa. Nem sei quantas vezes me disseste que ias e eu dizia sempre vai, sem nunca pensar que não voltarias um dia.
Ouvi um dia os meus pais dizerem isso, que o amor era um tudo e que depois era o hábito de tudo todos os dias, fiei-me e perdi-te. Pensei que todas as provas de amor já tinham sido feitas, que todas as promessas já tinham ditas. Nunca pensei que ainda faltavam tantas palavras de amor, tantas promessas e juras de sangue e suor. Já nem me lembro do cheiro do teu suor e agora que me deito sozinha apenas sinto o cheio dos lençóis vazios e sombrios sem ti.
Ainda não tive tempo para deixar de te amar, mas dizem que o tempo cura tudo, e como os meus pais diziam o amo é um tudo. Fomos o hábito de tudo todos os dias.

E no dia em que te tive por garantido perdi-te,
num vai todos os dias e com um dia em que não voltaste,
nunca mais. - Ariana.


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