Era para ser amor para a vida toda.
Entre folhas soltas, cadernos de linhas e entrelinhas recuei uns anos na minha vida. Voltei ao tempo em que te amava e que eramos aquelas crianças inocentes que acreditavam que tudo era possível . Eramos maiores que a distância, que os obstáculos, que tudo aquilo que nos separava. Ainda consigo olhar e ver o sorriso na cara da menina que hoje não sou mais, não me revejo mais. Aquele sorriso nunca mais vi em mim, nem aquele rosto inocente com toda a esperança do mundo. Dizem que o primeiro amor é inesquecível e eu sou a prova viva que isso é verdade.
Deixa de ser amor, penso eu, e passa a ser qualquer coisa que vive em nós, que não dói, não cresce, não fere, mas que ocupa o seu espaço. Deixa espaço para novos amores, novas experiências, novas vidas. Mas é como um ser que nunca mais nos larga.
Revejo essa menina na minha sombra mas não mais na personagem principal desta peça de teatro que é a vida. Onde aprendemos que por vezes só temos que entrar em diversas personagens, diversos disfarces, saber mudar de cenário muito rápido e sem ter medo de mudar. Aprendemos que o palco tem sempre que estar ocupado, não há espaço para lamurias. Por isso é que essa menina que outrora fora uma louca apaixonada teve que mudar, crescer, aprender a viver uma peça de teatro.
Aprender que nem todas as promessas são para ser cumpridas. Que nem todos os amanhãs chegam e que tudo na vida tem prazo de validade e esse prazo começa em nós mesmos.
E nós prometemos:
"É amor para vida toda..." entre mindinhos.
E a promessa não teve que ser cumprida
por isso a vida continua
mesmo noutro cenário. - Ariana.

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