Tenho saudades, mas não te quero de volta.
Um dia vamos conversar , pode ser no café que me apresentaste e tratavamos por tu, conhecia os nossos segredos e os nossos momentos também eram seus. Vamos falar sobre o presente e eu vou te mandar calar porque ainda mal resolvemos o passado. Vais tentar pedir me desculpa e eu sei que te vou ignorar , manter o meu ar de durona e magoar-me, magoar-te queria eu dizer. Vais ficar com um olhar triste mas eu nem vou olhar, não que ainda tenha sentimentos por ti, mas sei que sou uma pessoa sensível no fundo. Vamos arrumar tudo nas gavetas, abrir corações, rasgar recordações, lembrar momentos de muitas emoções. E depois vamos terminar este café curto que serviu para me despedir de ti, olhos nos olhos como adultos que somos, que se encontram por fim, em meses de dor e de ansiedade. Saudade. Mal tu sabes o quanto te queria abraçar mas não vale a pena porque eu não posso ficar mais perto de ti. O nosso tempo acabou preciso de fechar este ciclo vicioso que deixou de ser amizade, para ser amor e agora um mero ódio. Ódio que não posso carregar para sempre, medo que eu não posso cruzar em todas ruas, saudade sempre que me lembro de ti. E em cada lembrança vem o lado bom e depois do sorriso a lágrima, do que já não volta mais.
E todos os cafés terminam, entre curtos e compridos, mais ou menos fortes eles têm que terminam. Porque esfriam e ninguém quer tomar mas fica ali tão preso a nós e é uma conta que temos que pagar sem ter prazer.
Lava a chávena e fecha a porta quando saíres.
Não te posso levar, não sei para onde vou.
E se a saudade matasse...
mas não mata apenas dói. E entranha.- Ariana.

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